Tiririca: porque seu casamento incomoda tanto?

O ímpeto pelo julgamento

//Tiririca: porque seu casamento incomoda tanto?

“Está com ele por dinheiro” ou “Queria ver se ele fosse pobre”. Afinal de contas, qual o verdadeiro problema que existe no casamento do Tiririca que tem dado muito o que falar nos últimos dias?

Pra quem não sabe, o deputado federal Tiririca (51) é casado com Nana Magalhães (38) há 20 anos. Como você pode conferir nas fotos ela é realmente muito bonita. E daí? Daí que a verdade é que ninguém tem nada a ver com isso. Explico.

O ser humano se apressa em julgar os outros pelas impressões imediatas. Com isso tira conclusões sobre seus motivos, o que está pensando, sentindo ou sonhando.

A questão é estabelecer um juízo sobre o que está à frente e a partir daí contar para quem está perto sua sentença. Buscando apoio para seu pensamento.

Com isso, aparece uma onda de críticas, maledicências e ironias demonstrando preconceito, inveja e ignorância.

De alguma maneira, parece para muitas pessoas haver algum tipo de valor moral a união entre pessoas com belezas compatíveis, seja lá qual for o critério de medida.

Assim, se duas pessoas ficam juntos e para os padrões sociais não tem atributos físicos compatíveis (ou condição financeira, classe social, nível intelectual ou qualquer outra assimetria), só pode significar que existe algo aí. Leia-se: algum motivo alheio a um interesse genuíno, a um amor verdadeiro digno de admiração. O interesse maculando o real sentimento.

O que seria aceitável para o Tiririca?

Oras, onde está a fronteira entre o ‘aceitável’ e o que merece ser criticado? E o que seria então esse interesse genuíno, desapegado, livre de qualquer conspurcação? Difícil criar um parâmetro para medir a sua existência, se é que existe. Isso porque cada pessoa tem suas inclinações, preferências, sonhos, taras, vontades. Dessa maneira, o que alegra um, pode perfeitamente entristecer outro. E está tudo bem.

Uma pessoa pode decidir ficar com a outra por causa de seus atributos físicos, sua conta bancária, seus livros lidos, seu time de coração, sua forma engraçada de falar ou qualquer outro motivo que, de alguma forma, despertou a vontade de juntar as escovas de dente.

De acordo com Kant, o homem merece respeito porque é um ser racional. Se os dois tomaram suas decisões de acordo com suas vontades, ninguém tem nada a ver com isso, cada um que cuide de sua vida.

Se alguém quiser nossa opinião, ela perguntará. Tentar impor suas verdades para outros, segundo José Saramago, o trabalho de convencer é “uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro”.

Pessoas que adoram criticar

Uma pessoa muito crítica, tem a necessidade de autoafirmação. No momento que se vê na posição de juíza, está tentando mostrar para si mesma que está certa (pois o outro está errado). Como se a vida fosse uma dicotomia, uma forma binária de existência.

Isso na verdade mostra  insegurança ou insatisfação com a própria vida. Dessa forma, tem que ficar apontando defeitos nos outros, para aliviar um pouco sua existência.

Pessoas bem resolvidas não se importam com a vida dos outros.

Freud explica

Segundo Freud, “quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”.

Alegra cuidar da própria vida, de seus pontos de melhoria, de sua evolução e trabalhar para conquistar seus sonhos. Trazer para perto aquilo que profundamente traz felicidade e plenitude é um convite poderoso e libertador. Talvez quem critica é que tenha algo a aprender com o Tiririca, pois como um bom palhaço, sabe rir da vida e, principalmente, de si mesmo. Abestado!

“Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade.”

– Thomas Jefferson na Declaração de Independência dos EUA

Gostou desse post? Adoro conversar sobre assuntos bacanas, se quiser trocar alguma ideia, me escreva marco@institutoloureiro.com.br. Valeu!

 

Por |2018-06-06T11:19:11+00:0015 março 2017|Opinião|

Sobre o Autor:

Presidente do Instituto Loureiro de Desenvolvimento Humano e da Novah Agência de Comunicação. Desenvolvedor humano, coach, mentor, professor, escritor, matemático, terapeuta corporal ayurvédico e tântrico, autor e palestrante. Pesquisador e um dos pioneiros da aplicação integrada de técnicas e conceitos de Pedagogia, Coaching, Mentoring e Ayurveda no desenvolvimento de pessoas. Atuou durante mais de 20 anos como professor e palestrante, tendo desenvolvido milhares de pessoas ao longo desse período. Cursou Engenharia Civil, Bacharelado em Estatística, Licenciatura de Matemática e Marketing com especializações nas áreas de Psicologia, Educação, Marketing e Astronomia, pelas instituições USP, FGV, FAAP, UNIP. Violonista clássico, geek e colecionador de livros e documentos raros.

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