Família: aliados de uma vida

//Família: aliados de uma vida

Os familiares são as pessoas que estão mais próximas a nós nessa vida. Com eles compartilhamos não apenas nosso cotidiano, como também nossos sonhos, medos e conflitos. Nossa família é feita das pessoas que podemos confiar nessa vida.

Começando nossa reflexão sobre os relacionamentos que temos em nossas vidas, convido você nas pessoas que estão mais próximas a nós nessa vida: a nossa família.

Com a ajuda das primeiras pessoas de nossa família conseguimos ficar vivos. Elas cuidavam de nós, protegiam e alimentavam.

Observávamos essas pessoas desde novos e conseguíamos compreender muito sobre como o mundo funcionava. Elas foram nossos primeiros mapas de um mundo desconhecido e potencialmente perigoso.

Quando crescemos, desenvolvemos nossa ideia de família. Passamos a conhecer mais pessoas. Descobrimos o que nos alegra e o que sonhamos. Temos a condição de nos cercarmos de pessoas que escolhemos ter próximas. Podemos escolher quem compartilha de nosso momento de vida e quem fica em nossa lembrança.

Presentes ou não, todas as pessoas de nossa família de alguma forma influenciaram a sermos quem somos hoje. E cada um tem um espaço de gratidão dentro de nós.

Pensando sobre nossa família

Quando falamos em família, o que você pensa sobre esse assunto? Quais são as primeiras palavras que vem à sua mente quando falamos de relacionamento familiar? Quem é verdadeiramente a sua família? Quais as três ou quatro pessoas que vem imediatamente à sua mente agora? Por que elas são tão importantes para você?

Essas pessoas não necessariamente são pessoas que tem vínculos sanguíneos com você, mas sim pessoas que tem um vínculo afetivo forte. Existe uma interdependência vital tão poderosa que faz com que sejam extremamente especiais nesse mundo.

Quais são essas pessoas que você largaria tudo para ajudar, para oferecer o que tem de melhor se em algum momento for preciso? Com quem você pode contar em qualquer situação de sua vida?

Nesse momento podemos pensar de que maneira estamos contribuindo para o bem de nosso núcleo familiar. O que estamos fazendo para espalhar energia, cumplicidade, carinho, cuidado e segurança?

Fazendo parte de um sistema, estamos naturalmente interferindo nele, mesmo se não temos nenhuma ação. Sempre, de alguma maneira, os outros membros estão sendo afetados por nós.

Assim, temos uma responsabilidade compartilhada para o bem estar dentro de nossas casas, em nossos relacionamentos familiares.

Não apenas as relações diretamente ligados a nós, mas também as conexões dos outros entre si. Todos os dias temos a oportunidade de nos importarmos e agirmos de forma que se tenha uma atmosfera amorosa, compreensiva e voltada para a evolução de todos.

Ao chegar em casa, tenho de falar com minha esposa, conversar com as crianças e entender-me com os criados. Vejo tudo isso como parte de meus afazeres; são coisas que precisam ser feitas, a menos que um homem se contente em ser um estranho na própria casa. Além disso, todos temos a obrigação de portar-nos do modo mais cortês possível com aqueles que a natureza, o acaso ou a própria vontade nos deram como companheiros de vida. – Thomas More, em Utopia

Honrando e respeitando a própria história

Nossa família pode ser vista como nossa referência no mundo, tanto com relação ao presente, quanto à nossa história. A capacidade que temos de perceber que nossa vida está intimamente ligada à nossa origem e se somos capazes de honrar e respeitar o que se passou com a gente, temos a condição de nos energizarmos. Trazemos o apoio de muitas pessoas em nossas vidas. Daqueles que vieram antes de nós e que carregamos sua ascendência em nosso sangue.

Qual o propósito de sua família enquanto grupo de pessoas e agentes sociais? Quais valores são transmitidos por ela? Além de proteção mútua e sobrevivência, qual o sentido mais profundo de existência dessas pessoas que compartilham essa existência de maneira tão próxima e essencial?

Podemos pensar em família também de uma forma mais ampla: um conjunto extenso de pessoas que nasceram antes de você e que formam a sua origem. De onde veio a sua família? De qual região do mundo ela surgiu? Existe algum traço característico nela? As pessoas dessa família tem o que em comum? Você já teve curiosidade para conhecer a história de seus antepassados?

Erros na família

Pode ser que a sua história de vida com relação à família que conheceu ao chegar nesse mundo não seja boa e talvez tenha alguma história ruim em sua mente com relação a uma ou mais pessoas dela.

Não estamos falando em se lembrar e concordar com o que aconteceu, você é uma pessoa capaz de decidir o que acredita ser bom ou ruim e decidir com quem quer compartilhar seu cotidiano.

A questão é aceitar o que houve, e moldar sua vida de acordo com as suas decisões e aprendizados. O fato de agregarmos o que há de positivo em nossa família, e podermos moldar o presente da forma que quisermos, nos traz poder e liberdade.

Pode ser que em algum momento no passado houve erro de alguém da sua família e isso ainda está em sua mente, drenando energia.

Você decide se é o momento de compreender que essa pessoa foi a melhor que podia ser e que ofereceu o que tinha dentro de si.

Perdoar é uma forma de se libertar emocionalmente daquilo que não nos faz bem. E seguir em frente.

Conexão humana

Não podemos supor uma vida desconectada de outras pessoas de forma tão próxima e intensa. Todos temos a necessidade de pertencer, de fazer parte de sistemas sociais complexos que nos permitem que nos expressemos.

Alegra nossa alma cuidar e sermos cuidados.

Somos seres sociais. Estar com outras pessoas nos dá a sensação de segurança, proteção, apoio. Ao estarmos em contato com os talentos, as experiências e a vigilância de outros, trazemos para nossa vida seus pontos fortes. E contribuímos com a vida deles com nossas qualidades. Todos ganham.

Famílias fortes geram sinergia entre seus integrantes. Quanto mais eficiente for esse sistema, mais poder terá o núcleo familiar.

Estamos plenos nessas relações quando existe ajuda mútua para a construção de nossa marca no mundo, do nosso legado.

Uma casa dividida contra si mesma não pode permanecer – Abraham Lincoln

O fundamental é que as relações significativas são aquelas que não são estabelecidas e mantidas por nenhuma praticidade. Mesmo que possam vir a ter uma utilidade prática, isso é secundário.

Por exemplo, qual utilidade possui um filho? Ainda que ele posso cuidar dos pais quando de sua velhice ou ajudar em algo em casa, essencialmente qualquer utilidade não pode ser fator determinante se haverá uma relação com ele. Se assim não o fosse, então se o filho não lavar os pratos ele deixará de estar no radar emocional dos pais?

A questão não é o que se faz, mas quem se é.

Por |2018-06-06T11:19:06+00:003 maio 2017|Conheça a si mesmo|

Sobre o Autor:

Presidente do Instituto Loureiro de Desenvolvimento Humano e da Novah Agência de Comunicação. Desenvolvedor humano, coach, mentor, professor, escritor, matemático, terapeuta corporal ayurvédico e tântrico, autor e palestrante. Pesquisador e um dos pioneiros da aplicação integrada de técnicas e conceitos de Pedagogia, Coaching, Mentoring e Ayurveda no desenvolvimento de pessoas. Atuou durante mais de 20 anos como professor e palestrante, tendo desenvolvido milhares de pessoas ao longo desse período. Cursou Engenharia Civil, Bacharelado em Estatística, Licenciatura de Matemática e Marketing com especializações nas áreas de Psicologia, Educação, Marketing e Astronomia, pelas instituições USP, FGV, FAAP, UNIP. Violonista clássico, geek e colecionador de livros e documentos raros.

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